Literatura descartável

Como sempre, os japoneses se posicionam à frente de nosso tempo…
Desta vez, o escritor Koji Suzuki decidiu imprimir seu mais novo trabalho, “Drop”, em um metro e meio de papel higiênico que custará cerca de 4 doletas no mercado da terra do sol nascente.
Não conheço a obra deste senhor, mas dado que vários de seus livros já foram adaptados não apenas para o cinema nipônico, como também por grandes estúdios de Hollywood, entre eles “Ring” e “Dark Water” (cujo remake americanóide foi dirigido pelo brazuca Walter Salles), acredito que sua literatura deva ter algum valor, por isso estranho a opção pelo papel higiênico. De qualquer forma, é uma ironia bastante intrigante e dá muito tema de discussão.
Imagino eu, cá com meus botões, como será a adaptação deste livro para a telona… Na estréia, será que as confortáveis poltronas serão substituÃdas por vasos sanitários? Afinal, já que é uma história de terror, sempre alguém corre o risco de se cagar de medo (péssima, eu sei, mas é daquelas piadas que alguém precisa fazer só por desencargo de consciência).

Enfim, mando aqui minha sugestão para os editores da Veja: entrar na onda de Koji Suzuki e publicar seus “manuais de mau-jornalismo” semanais em papel higiênico. Assim, pelo menos o leitor poderá aproveitar algo dessa revista, que não serve pra informar nem pra nada e, além disso, atualmente não se pode nem aproveitar o papel pra limpar a bunda.





