20
Oct
2008

Selling Fish

Veja minha matéria para a TerraTV sobre a participação de Palin no SNL clicando aqui.

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1
Oct
2008

O medo de Regina Duarte

Como as eleições se aproximam, é imprescindível lembrar a todos a importância do voto em uma democracia, já que quem elegermos ficará no poder por 4 anos. Muito antes de assumir o medo que tinha de Lula, a talentosísima atriz Regina Duarte demonstrou seu vasto conhecimento da história do século XX, além da capacidade ímpar de contextualização. O resultado é curioso, mas serve pra nos alertar de que estamos sempre a um passo do Terceiro Reich e todo cuidado é pouco.

ps: Sei que algumas pessoas não são capazes de entender ironia em texto escrito, às vezes mesmo quando a comunicação é oral, por isso peço que leiam a teoria esplendida do blog Referência Sutil e entendam que apenas não incluí o gif  do “Hitler comendo a melância do sarcasmo” por questões puramente estéticas, mas que a idéia está implícita.

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3
Sep
2008

Sem querer, prenhe…

Achei engraçado

Juneau é a capital do Alasca. E, na foto, o candidato republicano à presidência dos EUA John McCain e Bristol Palin, filha adolescente de sua candidata à vice, Sarah Palin, governadora desse Estado que é contra o aborto, sexo antes do casamento e qualquer tipo de contraceptivo.

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18
Aug
2008

Novela Tupiniquim

Neste último sábado, fui com alguns amigos pela primeira vez até o Bixiga para a festa Nossa Senhora Achiropita. A intenção era chegar antes que a novela terminasse e, portanto, enfrentar uma multidão consideravelmente menor nas filas incomensuráveis para comprar os comes e bebes. (Não é novidade que no Brasil as coisas costumam se dividir em antes e depois da novela das 8.)

Como agora nos locomovemos à pé (um dos grandes benefícios da lei seca) e o grupo era grande, demoramos para chegar ao local e a multidão já se aglomerava. No entanto, as pessoas não se acotovelavam por um melhor lugar na fila da barraca de fogazza ou de espaguete, elas brigavam por uma foto com o Sérgio Mallandro que estava no evento para fazer campanha política (por mais que soe muito bizarro, é verdade!).

Não vejo nada demais em registrar em foto um momento com um ícone brasileiro dos anos 80 , acho até divertido e entro na brincadeira pois todos já estávamos suficientemente alcoolizados. Foi aí que percebi que os assessores distribuíam panfletos e pediam votos enquanto o possível futuro-vereador fazia glú-glú para as câmeras, sem em nenhum momento compartilhar suas idéias para uma cidade melhor ou qualquer outra coisa que estivesse ligado a política.

Meus amigos e eu, inconformados, discutimos por alguns momentos como era possível que ele pudesse se candidatar à Câmara Municipal da maior cidade do país e logo nos demos conta que as possibilidades de que ele seja de fato eleito são bastante grandes. Oras, basta dar uma espiada na história mais que recente do Brasil: Maluf continua no páreo pra qualquer cargo político que apareça em São Paulo, Frank Aguiar foi eleito deputado federal do Estado, assim como Clodovil Hernandes que, inclusive, teve a terceira maior votação em 2006 quando se candidatou.

Parece ficção, mas é o Brasil e por essas e outras cheguei à conclusão que esse país não passa de uma telenovela. Por isso, conto uma históriazinha tirada de minha experiência pessoal das diversas tentativas de explicar minha nação aos estrangeiros que, eventualmente, notam incoerências e indagam quem melhor possa ajudá-los: um brasileiro, claro.

Talvez os poucos eventos transmitidos pela Globo que de fato não estão submetidos à grade de programação da emissora são apenas aqueles enoooormes e com alcance e interesse mundiais, como a Copa do Mundo e as Olímpiadas (e links ao vivo para Guerras, bien sûr). Quando eu morava na Argentina, uma das brincadeiras que fazíamos com os argentinos quando equipes de nossos países se enfrentavam era dizer que a transmissão da partida só estava começando porque o capítulo da novela das 8 tinha terminado. Se o jogo fosse em Buenos Aires, a tiração de sarro era ainda mais gostosa.

Era uma maneira ingênua e ignorante de dizer que somos mais poderosos que eles, quando na verdade quem realmente tem o poder está bem longe de sermos os cidadãos brasileiros, mas sim aqueles poucos empresários e políticos que controlam todas as concessões de rádio e TV do país.

De qualquer maneira, essa brincadeira é bastante representativa da cultura brasileira contemporânea, já que existem apenas 2 momentos no ano inteiro que não se encontra uma alma nas ruas brasileiras: jogos da Copa e final de novela.

Uma vez, virando algumas Quilmes no bar portenho mais legal de todos, o Antidomingo, uma música do Gilberto Gil começa a ecoar. Uma amiga argentina prontamente me chama a atenção de que se trata de um cantor brasileiro e eu respondo que quem canta é o Ministro da Cultura. Após alguns minutos de desentendimento, ela finamente compreendeu que o cantor e o ministro eram a mesma pessoa. Como se tratava de Gilberto Gil, ela imediatamente me perguntou como era possível que um artista de um movimento como o Tropicalismo, tão polêmico e libertário em suas idéias e comportamentos pudesse ocupar esse cargo.

Desconhecendo a gestão de Gil e ávida por lhe dar uma resposta coerente e rápida, respondi apenas que meu país era uma novela. Em seguida, discorri sobre como esses folhetins televisivos influenciam tão drasticamente na maneira de meus compatriotas pensarem, agirem, se vestirem, falarem e viverem. Também contei que existem milhares de estudiosos que se dedicam apenas à analisar sociologicamente as novelas e que muitos atores são agredidos nas ruas por serem confundidos com seus personagens vilões.

Enfim, a candidatura de Sérgio Mallandro para vereador vem para confirmar minha teoria de que o Brasil é, de fato, uma novela. Não duvido que ele ganhe e me dá arrepio só de pensar que uma pessoa como ele possa ter poder nas mãos.

Nunca gostei desse cara, mesmo na infância quando ele estourava na televisão. Sempre achei ele um chato e o aspecto dele sempre me gerou ojeriza – principalmente depois das acusações de estupro que apareceram contra ele. Além disso, acho que apenas um retardado mental se comporta como ele na idade que ele tem.

A única coisa relacionada a ele que um dia gostei foi o curta-metragem “Ópera do Mallandro” e, ainda assim, achei terrível a idéia do diretor de incluir uma cena com ele no final. O filme enfraquece demais com a presença dele, justamente porque o Sérgio me parece demente e está em um nível infinitamente inferior aos artistas que participaram da obra – diria até que seria impossível fazer uma comparação entre eles porque estão em universos paradoxalmente diferentes do “homenageado”.

Esse filme pra mim nada tem a ver com o Mallandro em si, mas com o universo brega e meio alucinógeno dos anos 80. E não mencionei minha opinião sobre a ponta que ele fez no curta quando escrevi o post sobre a “Ópera” porque acho que o produto final supera esse deslize e mencioná-lo seria apenas dar mais atenção ao bobo da corte.

No entanto, o problema começa quando o bobo senta no trono e, pior, democraticamente

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