El enamorado Fito
foto de IsaÃas Mattos
Fito Páez é um músico argentino que ficou conhecido no Brasil por compôr algumas músicas que os Paralamas do Sucesso adaptaram para o português, além de diversas parcerias entre a banda e o portenho. Ele é um Ãcone do rock nacional argento, embora bem menos controverso que os pares Charly GarcÃa e Andrés Calamaro (o primeiro se jogou na piscina de uma janela do 9º andar após uma aposta com um amigo; o segundo foi julgado por apologia à s drogas após escrever os seguintes versos “Voy a salir a caminar solito, sentarme en un parque a fumar un porrito*”. *porro é um baseado)
Fito nunca me chamou muito a atenção, sempre achei ele meio “boludo” com seus tÃpicos cabelos esvoaçantes e sua carinha de vira-lata esfomeado… Até que eu descobri que ele foi casado com a maravilhosa atriz CecÃlia Roth, uma das primeiras “chica-Almodóvar” dos longÃnquos anos 80 e protagonista do maravilhoso “Tudo sobre minha mãe” dos 90. Ela também é a atriz principal de um dos meus filmes argentinos favoritos, “Kamchatka“.
Em um documentário na tv a cabo sobre o músico, ela contou como se apaixonou loucamente após escutar pela primeira vez uma de suas canções. Fiquei intrigada e me pus como meta fuçar um pouco a obra do moço. Por coincidência, um querido amigo cubano me presenteou um CD dele chamado “Rodolfo” e pude constatar que a sensibilidade deste homem (heterossexual, diga-se de passagem) de fato faria qualquer mulher se apaixonar.
Esta semana resolvi pegar esse disco para escutar com mais atenção e, embora tenha coisas que não façam minha cabeça (como cantar meio correndo pra letrar se encaixar na melodia), fiquei completamente apaixonada pelas letras do cara. Ele parece despejar amor através das músicas e, inclusive, em uma delas canta que amar é apenas dar e não faz falta receber. Bastante platônico, mas faz sentido no contexto geral da obra que possui faixas claramente dedicadas ao amor que sente por sua ex-mulher, CecÃlia, como a número sete, “Siempre te voy a amar”.
Para entender do que eu estou falando, escutem a canção abaixo, acompanhando a letra que está logo depois.
La vida es una hoguera
Que quema toda ilusión
La vida también regala
gente divina de corazón
Las cosas siempre suceden
Las más hermosas son sin querer
Qué suerte que hoy la alegrÃa
tiene tu nombre y tu piel
Y alumbrados por estrellas
Bajo un cielo protector
Dormiremos abrazados
Por la luz que da el amor
Al calor que da el amor
La vida me ha dado mucho
Pero también me quitó
La vida es este rÃo
de maravillas y de dolor
Y alumbrados por estrellas
Bajo un cielo protector
Dormiremos abrazados
Con la luz que da el amor
Al calor que da el amor
La vida es una hoguera
Que quema toda ilusión
Se enciende la melodÃa,
El fuego eterno entre los dos
Esta es la zamba del cielo
que es un regalo del corazón.
Saudades demais
Um de meus tangos favoritos num momento de nostalgia portenha. “Juguete Rabioso”, de La Chicana, banda que participa da trilha sonora do filme “Ciudad en Celo“.
Não deixem de apreciar esta canção:
Veterano del insomnio, soy un viejo prematuro.
Se me cansan las palabras, no es una forma de hablar.
Tengo una viola italiana, cuando hay hambre no hay pan duro.
El Mario me la endereza pero se vuelve a doblar.
Para garpar el casorio y el anillo vendà el coche.
Inocente adolescente, rematé mi libertad.
Soy un yonqui de la tele sin volumen a la noche,
como pa no molestarla, aunque ella ya no está.
Loca, no me exilies de tu boca por la culpa que te toca
mencioname una vez más.
TÃpico de mÃ, que vivo en pena, se me da una mano buena
y la tengo que arruinar.
Vos te esmeraste conmigo!
A mi vieja le dijiste que me ibas a domar…
Mi revolución era apariencia me perdiste la paciencia
cuando estaba por flaquear.
Fui tu juguete rabioso, fui tu mito encadenado.
Me tomaste de amuleto, un flaco para tu cruz.
Me amigué con tu retrato, cuántas veces lo he besado
Y lo abrazo preocupado cuando se corta la luz.
En mi guitarra atorranta hay un tango agazapado,
percanta que me amuraste no te puedo ni cantar.
No me sale más lirismo, tengo un verso atragantado
donde te mando a la mierda después vuelvo a suplicar.







