Meu argentino favorito
Pablito cayó na minha vida de repente, como quién chega de paracaÃdas, há casi 7 años. Foi um encuentro casual, rápido pero intenso, no qual nos identificamos muito e nos divertimos de mala manera, isto é, pra caralho. Em poucos dias, más o menos 4, nos dimos conta que los valores primordiais tanto para mà quanto para él eram os mismos, além de compartirmos um senso del humor muito parecido e uma sensibilidad muy aguçada e curiosa. Foi amistad à primeira vista, mas nossos caminhos eram demasiado distintos y continuamos cada uno para su lado.
Hasta que o boludo me escreveu um e-mail falando que vendrÃa a San Pablo para morar um par de años. Então, a amizade que tinha comenzado o ano anterior, pero sido abruptamente interrompida, pudo ser finalmente retomada com os devidos tempo e espaço que las amistades necesitan para crescer e se fotalecer.
Aproximadamente 2 anos más tarde, eu fiz as malinhas e rumei para la ciudad de Buenos Aires, onde morei 24 meses, sendo 8 deles na casa na qual los hermanos de Pablito alugavam una habitación para estudantes. Conheci a cidade dele, San Juan (do ladinho do Chile, en el medio del deserto), praticamente toda sua famÃlia e muitos de seus amigos. A Argentina também foi pasión à primeira vista e lá passei um dos mejores momentos de mi vida.
De volta à São Paulo há mais ou menos 2 años (na minha vida, aparentemente el tiempo corre en un ciclo de 730 dias, o sea, 24 meses), meu fiel amigo-hermano continua vivindo acá, em Sampa, e seu tiempo de Brasil já chega a quase 6 aninhos. PERO, ainda assim, ele sigue hablando un portunhol, quiero decir, un espanguês, melhor dizendo, um PABLITÊS charmosÃssimo e, antes de tudo, único (porém completamente compreensible para seus amigos, solamente, e mais ninguém!). Infelizmente (ou não), a fase de su vida que él habla pablitês ha chegado ao fim porque ele FINALMENTE (o no) iniciou aulas de português.
Meu argentino favorito (que assim como yo, não se importa si el mejor é o Maradona ou o Pelé) tem andado muy empolgado com sus planes idiomáticos y linguÃsticos e enviou a mim e a nuestros amigos um vÃdeo muy engraçado, muito gracioso de verdad, sobre las dificultades de un argentino falando português.
Com vocês, una pequeña demonstração de uma das coisas que más me encanta de los hermanos e, também, de la calidad da propaganda na Argentina que es re grosa, muito foda.
ps: o Pablito habla melhor português que o cara da publicidad, como vocês podem confirmar na imagem que está arriba, o printscreen (en castellano PRRRRRRINT-IZCRRIN) do e-mail dele com la url del video. Pero, NO MUCHO.
Te quiero, Pabli! Valeu pela tu amistad!
Amo a mis boludos…
Como os brasileiros que acabam de voltar de BsAs adooooram falar que argentino é muito, mas muito mais culto, uma matéria interessante (e argentinamente cômica) da correspondente da Folha em Buenos Aires, Adriana Küchler.
“Que Maradona, Evita, Carlos Gardel e Che Guevara são Ãdolos argentinos ninguém duvida. Mas a escolha deles como Ãcones para representar o paÃs na Feira de Frankfurt, um dos principais eventos editoriais do planeta, gerou polêmica no mundo literário argentino. Enquanto o paÃs começava a se preparar para ser homenageado na feira de 2010, ano do bicentenário de sua independência, a informação de que quatro Ãcones não-literários simbolizariam a Argentina no evento vazou e despertou a ira de muitos escritores.
“É desperdiçar a oportunidade de uma enorme vitrine para a literatura argentina, para que nossos livros sejam comprados e traduzidos. Parece que o governo confundiu uma feira literária com um evento cultural”, disse à Folha o presidente da Academia Argentina de Letras, Pedro Luis Barcia.
“É como se o Brasil escolhesse Pelé e João Gilberto no lugar de Machado de Assis e Guimarães Rosa. Ou como se pedÃssemos a Messi para entrar na OlimpÃada com uma foto de Borges. Estão misturando as coisas”, afirmou.
Quando o tango já estava armado, o comitê organizador da representação argentina decidiu agregar à lista o escritor Jorge Luis Borges, Ãcone mais conhecido da literatura local. Depois, a presidente Cristina Kirchner sugeriu a inclusão de outro autor, Julio Cortázar. O time argentino passou então a ser integrado por seis Ãcones, dois deles literários.A decisão, no entanto, não acalmou os ânimos dos escritores”.
Se você pensou que é meio sem noção o fato de os hermanos terem escolhido o Maradonna e a Evita (além do Gardel e Che) pra representar o paÃs em uma feira de literatura, você está mais perto de compreender melhor esse povo…
Eles são tão obcecados por alguns “sÃmbolos” nacionais que perdem os limites de vista. No entanto, nem é necessário mencionar que a Argentina é berço de intelectuais e artistas incrÃveis como Jorge Luis Borges e Júlio Cortázar (mas prefiro fazê-lo senão podem me acusar de racista- justo eu que tanto amo os argies) e, obviamente, existe gente à altura desses gênios (ou pelo menos perto) que os reconhece e não querem deixar que a literatura argentina seja tão “não-representada”.
Perceberam que o Brasil não é a única nação detentora do tÃtulo de “paÃs da piada pronta”?!?! Viva a União sul-americana!
ps: como bem observou uma querida companheira jornalista, faltou à repórter dizer quem faz parte desta comissão argentina para a feira literária de Frankfurt em 2010? Os bosteros (torcedores do Boca)? Peronistas? “Descamisados“? Só sei que definitivamente não foram os estudantes de “Ciencias Socieales” da Uba, pois por mais que se pareçam com Che e se chamem o tempo todo de “Che.. Che…“, jamais fariam uma boludez dessas.








