Itacaré, BA

Esta microcidade ao lado de Ilhéus é sem dúvida minha favorita de toda a viagem até agora. Reduto de surfistas, Itacaré é diariamente tomada por dezenas ou centenas (depende da temporada) de turistas estrangeiros e brasileiros em busca de descanso, aventura, balada e, claro, da típica preguiça baiana, porque aqui se pode usufruir dos opostos sem culpa nem vergonha.
Linda, cheia de praias semi-selvagens, gente bonita e boas energias, esse município de pouco mais de 24 mil habitantes é o destino perfeito para um grupo de amigos solteiros (quem me dera ter conhecido aqui aos 18 anos…), jovens casais, famílias inteiras, sejam quais forem as nacionalidades.

Embora também super populada pelos “sababa” (termo utilizado pelos baianos daqui para se referir aos turistas israelenses), que costumam se relacionar somente entre eles e evitam interação com locais, o clima daqui é muito mais acolhedor que Arraial D’Ajuda e um cidadão do Brasil não irá se sentir em Tel Aviv no meio de centenas de cartéis escritos em hebraico. E, surpreendentemente, é possível pedir um acarajé em português, mesmo!
Na primeira noite, Diego e eu ficamos na maior espelunca do litoral brasileiro devido à pressa de descarregar as malas e equipamentos em algum lugar barato. Na mesma noite, conseguimos um quarto enorme em uma pousada na avenida principal do bairro da Pituba (onde tudo acontece) pelo mesmo preço (R$15,00 cada) e com medo de perder o spot sensacional, pagamos a noite seguinte para garantir nosso lugar.

Este quarto era O lugar. Além de gigantesco e estar equipado com 4 camas e 1 beliche, o quarto tinha uma varanda super cumprida que dava para a rua da Pituba. Na varanda, havia uma rede. Em frente à pousada existe um restaurante com conexão wireless para o dono somente. Eu fui almoçar e, muito simpaticamente, pedi a gentileza ao dono de me conceder a senha para checar os e-mails. Resultado: internet grátis 24hs.
Como caimos na besteira de acreditar em papo de pseudo-empresário baiano, achamos melhor deixar logo Itacaré pra trás.
Morro de São Paulo é o próximo destino….
Modelo & Manequim

É engraçado como a vida acaba nos levando para lugares que jamais imaginamos e, por incrível que pareça, a coisa vai fluindo, vai acontecendo e de repente você descobre uma galáxia inteira de oportunidades e possibilidades de viver com melhor qualidade e muito mais prazer.
Além de servir como material imprescindível de trabalho em uma redação jornalística, a fotografia pra mim sempre foi um hobby especial, mas jamais me imaginei trabalhando e vivendo de fotos. Acreditar no projeto acontraluz foi o primeiro passo para tentar viver deste ofício e jamais tínhamos o associado a modelos ou a qualquer coisa que tivesse a ver com moda.
Mas, aqui em Trancoso, a maioria de nossos clientes tem aspirações de seguir algum tipo de carreira como modelos ou, simplesmente, se interessam por um book para guardar em suas casas, orkuts ou facebooks fotos lindas e exclusivas em um momento dedicado exclusivamente a eles.

Foi uma agradável surpresa que não esperávamos nem eu nem o Diego, por isso mergulhamos de cabeça no looooongo ensaio com a moça da foto acima, Patrícia Alvim, uma advogada mineira belíssima que desfilava nas épocas de adolescência, mas que ainda guarda o profissionalismo e o ar angelical de idades prematuras.
Além de linda, Paty também nos ajudou incrivelmente em todos os sentidos ao trazer roupas, lenços, jóias, milhões de idéias e muita descontração para a produção, que tomou conta de toda uma tarde e fez com que o Diego apertasse o obturador da câmera fotográfica mais de 700 vezes. Como ela tinha a intenção de comprar somente 20 fotos, editamos todo esse material em um ensaio de 84 fotos. Antes mesmo de ver o resultado final, nos deu um bocado de confiança ao me ligar e dizer: “Vou ficar com todas”.
Paty não apenas levou seu book, como também as 700 fotos originais, mas deixou um sentimento de dever cumprido e, principalmente, de alegria extrema quando ao descobrirmos um novo mundo a ser explorado por nós n’acontraluz.

Convido a todos meus leitores a visitar a página oficial d’acontraluz e, se possível, nos ajudem comentando se por acaso o site demora para carregar, se as fotos podem ser vistas direitinho, etc…
Meu escritório é na praia

Este é o João Paulo, também conhecido como JP ou MC Tripoint. Entre as diversas profissões e atividades que exerce, ele é modelo nas horas vagas e afortunadamente estava no meu caminho quando demos o pontapé inicial no projeto acontraluz.
Assim, JP foi a figura chave e excepcional para a realização da nossa primeira sessão de fotos no nordeste brasileiro, dando a entender que os ventos, os deuses e os orixás estão a nosso favor…

As fotos foram realizadas num fim de tarde na praia dos Nativos, em Trancoso na Bahia. Os registros são de autoria do Diego (desta vez fiquei na produção).
Agora, como diria Chorão, afirmo em alto e bom som que meu escritório é na praia!
Ps: quem quiser ver o resto do ensaio pode clicar aqui.
Acontraluz

Acontraluz é o nome de um projeto iniciado por mim e por meu colega e sócio Diego para juntar imagem, arte e turismo e tentar viver a vida viajando pelo nordeste do Brasil por um par de meses. Enquanto isso, pretendo atualizar este blog com fotos e fatos interessantes sobre os lugares por onde passamos.
Atualmente estamos em Arraial D’Ajuda,o paraíso dos jovens israelenses recém liberados do exército de seu país. Devido à presença massiva dessa nacionalidade, a cidade ficou conhecida pelos locais e hippies viajantes como Israel D’Ajuda. Aqui, a balada rola na Faixa de Gaza, região da praça central onde se concentram bares, lan-houses, barraquinhas de batidas e caipirinhas e muitos hippies.

Nos arredores do centro existem algumas ruas escuras nas quais é comum o consumo de crack, meio barra pesada para quem veio em busca de praias paradisíacas e sossego. Embora não seja especificamente assustador, todo cuidado é pouco. Mas, ainda assim, policiais costumam andar entre a galera para tomar conta da situação e evitar problemas com o turismo.
Argentinos também estão em grande quantidade em Arraial, convivendo pacificamente com os israelenses e outros estrangeiros que escolheram o vilarejo para viver. Aqui, brasileiros e baianos são coisa rara, embora se sinta a atmosfera típica do Estado em qualquer esquina onde senhoras vendem seus apetitosos acarajés.
Trancoso é a próxima parada. Paraíso terrenal.






