10
Oct
2008

Vive la Fête!

Esta sexta-feira, 10 de outubro, uma das bandas mais legais que eu já vi ao vivo volta ao Brasil pela terceira vez. Eu assisti o Vive la Fête quando eles recém desembarcaram no país e, apesar de totalmente desconhecidos, botaram os metaleiros recifenses do Abril Pro Rock pra dançar sem vergonha. Foi incrível!

O preço, como sempre, é um insulto: R$ 80 (antecipado, na Chili Beans). Se tá sobrando e você quer conhecer uma banda legal, vá sem dó nem piedade.

Há 5 anos, cobri o festival citado acima e tive a oportunidade de conversar rapidamente com a banda e, como é sempre mais fácil reaproveitar textos velhos que fazer novos, copio e colo pra vocês. Boa leitura! E até a balada!

“Das geladas terras belgas direto para a ensolarada Recife, essa banda deu muito o que falar durante a edição de 2003 do festival Abril Pro Rock. Escalados para tocar somente na primeira noite do evento, acabaram repetindo a dose no terceiro dia, para a alegria da galera. Até agora, a única banda a fazer essa façanha.

As letras são todas em francês, recheadas de sexo, amor e mais um pouco de sexo, mas foi o ritmo, aliado às performances no palco, que realmente conquistou os recifenses. É tiro e queda: escutar e sair dançando, pulando e rindo à toa.

Formado originalmente pelo casal Els e Danny, a banda conta com a participação de mais 3 gringos meio doidos. Os cinco eram, praticamente, parte do cenário da piscina, com muitas e muitas cervejas sobre a mesa e uma pele que, de tão vermelha, já beirava o roxo.

Num papo rápido e rasteiro, Danny e Els revelaram paixão à primeira vista: entre si e pelo Brasil. “Nós não somos totalmente alternativos, mas também não muito comerciais”, concluiu ela.

Como foi o (primeiro) show no Abril Pro Rock? Vocês curtiram?

Els: Com certeza! Eu fiquei surpresa com o entusiasmo das pessoas, porque na maioria das vezes que você vai a lugares onde as pessoas não conhecem suas músicas, elas só ficam olhando, mas aqui todo mundo estava dançando e cantando. No final, você não precisa entender a língua pra entender a música.
Danny: A gente tenta deixar tudo muito simples. Algumas de nossas músicas têm apenas 2 acordes – muito simples – e nós as fazemos justamente para mostrar pras pessoas que todo mundo pode fazer isso.

Como surgiu o convite de vir ao Brasil?

Els :Nossa gravadora tem contato com a ST2?
Danny :A ST2 vai lançar um álbum nosso, “Nuit Blanche”, ainda este mês.

Vocês costumam tocar em grandes festivais na Europa?

Danny: Nós tocamos num festival muito grande na Holanda, chamado Pink Pop. Fomos headliners.
Els: Na Bélgica existem muitos festivais, aqui no Brasil também?

Não, pois como o dólar está muito alto é caro trazer as bandas para cá.

Danny: Nós somos baratinhos, só pedimos as passagens de avião. A gente adora o Brasil e quer tocar aqui.

Que tipo de música vocês costumam escutar?

Els: Em casa, eu escuto muito jazz, pois me relaxa bastante.
Danny: Escutamos muito Kraftwerk, Serge Gainsbourg, um cantor francês que já morreu há algum tempo. Mas eu adoro The Cure, que agora está de volta e eu estou louco para ver.
Els :Também ouvimos muita música clássica. Na verdade, a gente escuta muita coisa porque o Danny às vezes dá uma DJ, então é preciso escutar de tudo um pouco.

Vocês conhecem música brasileira?

Danny: Nós já tocamos juntos com o Soulfly no ano passado, na Bélgica. Nos conhecemos, bebemos muito, fizemos uma zona… No show deles, muita gente subiu no palco para fazer “stage-diving” e um cara acabou quebrando o pescoço. Foi terrível!
Els: Eu não conheço muitas bandas brasileiras, então é ótimo poder participar deste festival.
Danny: O Sepultura faz muito sucesso lá na Bélgica.

Vocês assistiram algum show do Abril Pro Rock?

Els: Sim, mas eu não me lembro o nome da banda, que tocou logo antes da gente, com uma menina de cabelo preto?
Danny: A menina que não parava de gritar.

Karine Alexandrino.

Els: É, ela mesmo.
Danny: Ela tirou a saia e ficou completamente nua.. Meu Deus!”

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