Uma Simpatizante na parada LGBT
Como qualquer curiosa nata, não aguentei e fui ver o auê coloridÃssimo na avenida Paulista, já que a minha tentativa anterior de ir à Parada Gay de São Paulo foi totalmente frustrada e frustrante (em 2008, cheguei com dois amigos ao Masp à s 16h, todos os trios elétricos já tinham passado, e os garis escalados pra limpeza em massa já varriam as milhares de latas de cerveja, bitucas de cigarros, plumas e acessórios quebrados, além de centenas de pacotes fechados de camisinhas que tinham sido distribuÃdos pela prefeitura e desperdiçados por grande parte dos presentes).
Sem nada pra fazer no domingo, decidi pegar minha câmerazinha portátil (mais fácil de proteger nas multidões) e ir fazer umas fotos coloridas e, de quebra, dar uma andada, tomar um solzinho, dançar “Single ladies” atrás do trio e voltar pra assistir uns 4 episódios de “Family Guy” antes de comer a sobra do almoço e dormir.
Peguei o metrô e desci à s 14h na Consolação, o epicentro da ferveção no horário de pico! Diante das diversas saÃdas do metrô, optei pela que tinha maior fluxo de pessoas e cai numa cachoeira de gente. A escada rolante da estação do metrô jorrava centenas de pessoas por minuto na avenida Paulista, que já estava completamente lotada. Mantive a calma, assim como toda a multidão que se movimentava conjuntamente em fluxos e, por osmose, os espaços vazios entre as pessoas iam sendo preenchidos à medida que a escada rolante trazia mais gente. Após conseguir me livrar da muvuca da entrada do metrô, andei por cerca de 5 minutos tentando cavar algum espaço para respirar um pouco e olhar ao redor, entender o que estava acontecendo, em que parte da festa eu chegara…
Apesar do frio que fazia, o sol forte e o céu completamente limpo, somados ao calor propagado por mais de 3 milhões de pessoas juntas, a temperatura era alta e os tÃpicos descamisados da comunidade masculina gay desfilavam seus músculos esculturais sem timidez em pleno inverno paulistano.
Não demorou muito para que um dos primeiros trios elétricos que saÃram do Masp chegasse na altura da rua Augusta, onde eu me encontrava. Por um momento, tentei andar contra a muvuca para encontrar um lugar bom pra ver a festa (156,5 centÃmetros podem complicar à s vezes, mas ajuda na hora de furar multidões), logo comecei a dançar e cantar algumas das minhas músicas favoritas. Rolou Scissor Sisters, Madonna, Beyoncé, Lady Gaga e, no trio em que a Marta Suplicy estava, tocou até um “Don’t want a short dick man” para io delÃrio da bicharada… Era como estar numa Alôca! ao ar livre com lotação elavada à milésima potência multiplicada por N vezes, com a particularidade de não apenas esbarrar em bibas bêbadas e Drags quase desmontadas, mas também em famÃlias inteiras, mamãe, papai, titia, vovó, irmãos e toda a trupe.
Não conheço as outras Paradas do mundo (com a exceção de BsAs, para a qual vai meia dúzia de boludos y nada más), mas em São Paulo esse evento é muito mais que um carnaval gay. Claro, a grande maioria das pessoas vai fazer farra, beber até cair e beijar muuuuuito na boca, mas a cada passo é recorrente a imagem de mães que acompanham seus filhos, pais que caminham ao lado das filhas e suas respectivas namoradas, vestindo as cores do arco-Ãris e pedindo a criminalização da homofobia. O vibe da parada é tão leve e alegre que, apesar da putaria, da quantidade massiva de álcool e muita droga (que todos nós sabemos que rola e, aliás, rola em todo lugar, hétero, gay, funk, samba, rock, etc), a sensação é de que se está em uma festa-famÃlia.
Me atreveria até a dizer que, tirando os go go boys e as siglas e os emblemas que identificam a comunidade gay, a parada deste domingo poderia ter sido facilmente confundida com a festa do último dia do ano que a prefeitura da cidade promove na mesma localização. Talvez a única diferença entre essas festas é que na GLBT não se vê brigas nem quebra-paus nem a violência fÃsica perpretada por alguns machos heterossexuais embriagados, tão comum em eventos populares. Quer dizer, pode até ser que role uns tabefes, mas é só ficar de olho pra não pisar no salto das Drags nem puxar assunto com a namorada de uma sapata braba.
Enfim, minha incursão pela Parada Gay 2010 foi um SUCESSO! Senti orgulho como mulher, heterossexual e brasileira por cada uma das mais de 3 milhões de pessoas que compareceram na avenida Paulista nesta data que celebra as diversas tonalidades, texturas, formas e tamanhos do amor, que não tem cara, sexo, idade e nem cor definidos.
Graças ao bom discernimento, fiquei o tempo suficiente pra não arranjar confusão com adolescentes héteros bêbados de vinho São Tomé (que veem o evento apenas como a oportunidade de beijar 50 mulheres e, se derem sorte, duas ao mesmo tempo), mas, principalmente, o tempo necessário para sentir que fiz a minha parte ao dar apoio à luta pela criminalização da homofobia, já que a liberdade sexual é um direito intrÃnseco ao ser humano e deve ser respeitado em todas as sociedades e culturas.
Eu apoio assim, participando, divulgando, mas se não faz seu estilo, beleza, só não deixe a homofobia passar impune, porque homofobia MATA!
A maneira como cada um gosta de “brincar” e fazer “sexytime” é problema de cada um. Eu não tenho nada a ver com isso, nem você!
VOTE PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA!
Ói eu aqui de novo, otravez!
Queridos e Fieis Leitores
eu estou de volta! Eu voltei! Este blog está de volta! Dossiê Cultural está de volta! Mas, acima de tudo, minha senha voltou a funcionar e por isso você pode ler estas palavras neste exato momento, neste novo post que, surpreendentemente, apareceu aqui do nada, sobre aquele post anterior que está no topo há meses e meses e meses e meses…. Sempre o mesmo, zero atualização!
Mas, NÃO MAIS! Eu estou de volta! Eu voltei! Este blog está de volta! Dossiê Cultural está de volta! Tudo isso graças ao amigo e estimado colega de trabalho Martin Simonian, o responsável pelo layout do Dossiê, o designer que assina o look desta publicação torta e feliz! Ele, após ter a dica de uma amiga (tenho certeza que foi a Evucha!), entrou no ftp, no servidor ou sei lá aonde e consertou as coisas e agora eu estou de volta, tendo acesso à edição do blog.
Gracias, Martinusco! Valeu, Evucha! Vergueiro IS BACK!
Alors, muito em breve, novo post falando de alguma coisa que eu julgue ser interessante, pertinente a este espaço que vislumbrei e criei com tanto esmero no longÃnquo 2008!
Até breve, leal amigo que pacientemente lê estas palavras de alegria!

Signo : Capricornio
Nacida el : 19 enero 1983
Tu horóscopo del 18 de Enero de 2009
Hay una inquietud encendida en tu interior que se activa porque sientes que no estás cumpliendo con tu destino, Marina Vergueiro. Quizás tengas la visión de un propósito superior en la vida de lo que estás haciendo actualmente. Analiza esta idea y fÃjate qué puedes hacer para moverte hacia este fuerte deseo que viene de tus entrañas. Este es el momento perfecto para poner en acción grandes objetivos de largo plazo. (fonte astrocentro.com)
Caminante no hay camino, se hace camino al andar!
Pelas viúvas, órfãos e mortos no Iraque

Sapatada no Bush!
Quem jamais poderia imaginar um final de ano como este? Primeiro, vemos o negro Barack Hussein Obama ser eleito de maneira avassaladora lá no primeiro-mundo e, em seguida, Bushinho desviando magistralmente de sapatos iraquianos lá no quinto ou sexto-mundo… Melhor, impossÃvel! Mentira, melhor teria sido se o repórter Muntazer al-Zaidi tivesse acertado em cheio a testa do Bushinho, que para um “ex”-alcóolatra e cocainômano, possui reflexos bastante apurados.
Segundo andam dizendo os meios de comunicação, atirar sapatos em alguém é um sinal de completo desprezo na cultura iraquiana. Se o Bush resolvesse visitar o Brasil antes de se despedir da Casa Branca, o quê poderÃamos fazer para demonstrar ojeriza? Temos algum equivalente a “atirar sapatos” na cultura brasileira?
De qualquer maneira, a globalização está aà para conectar cidadãos do mundo e acredito que seria uma linda homenagem aos iraquianos a adoção do “arremesso de calçados”. Ao invés de atirá-los para o alto e deixá-los pendurados em cabos de alta tensão, o povo brasileiro poderia estraçalhar as lentes dos óculos do senhor Paulo Maluf, quebrar a cara de pau do senhor José Sarney, romper o maxilar de Daniel Dantas, entortar o nariz da Sônia Abrão, colorir com hematomas os belos olhos de Dado Dolabella, transformar as covinhas de Luana Piovani em cicatrizes…
Iiiiiiiiih, imagina só quanto desprezo se pode demonstrar com um par de sapatos na mão e os resquÃcios das aulas de handebol da escola!
Para quem não viu o vÃdeo ainda, check it out:
Curiosidade: alguém sabe se os sapatos que são arremessados devem ser os que nos levaram até o local do ataque e se devemos voltar descalços para cumprir a demonstração de repúdio? Ou, é possÃvel levar sandálias, coturnos e tamancos velhos e fazer tudo sem sujar os pés?
Showrnalismo
Como o termo inventado pelo grande José Arbex Jr., o jornalismo na televisão tupiniquim deu um verdadeiro show neste ano de 2008. Os casos Isabella e Eloá foram explorados à exaustão e de maneiras explicitamente ilÃcitas pela mÃdia nacional, fazendo com que muitos profissionais da área se sentissem bastante envergonhados com a cobertura sem critérios e sem escrúpulos.
Infelizmente, muitos de nós jornalistas não temos opção quando obrigados a dar mais ou menos atenção a um caso especÃfico, já que recebemos ordens de superiores e como qualquer profissional, devemos cumprÃ-las. Portanto, quando todos somos obrigados pelos donos do jogo a atraiar audiência, o que diferencia um verdadeiro jornalista de um mal (ou até mau) é a maneira de abordar o tema e o comprometimento com a busca pela informação mais crua possÃvel, sem julgamentos de valor implÃcitos e, principalmente, sem informações deliberadamente omitidas.
No entanto, existem aqueles que, dada à extensão da carreira, poder ou influência, podem se dar ao luxo de simplesmente se negar a cumprir uma ordem lá de cima porque foram contratados para, entre outras coisas, regular os limites do próprio exercÃcio jornalÃstico (além de que a falta de um chequinho no final do mês não vai fazer taaaanta diferença assim). São pessoas como Boris Casoy, Fátima Bernardes, Marcelo Tas, William Waack e outros tantos colegas de profissão que atualmente são âncoras de diversos telejornais em diversos canais e ganham mais sozinhos que toda a equipe de jornalismo junta. Sejam partidários do jornalismo sério ou do sensacionalismo, ainda sim sou absolutamente convicta de que não é necessário vender a alma ao diabo para ser bem sucedido profissionalmente, talvez até rico e feliz.
Jamais chamaria a Sonia Abrão de jornalista, mas como apresentadora de um programa de uma das maiores redes de televisão do paÃs, ela definitivamente tinha não apenas a obrigação de se negar a entrevistar Eloá e seu sequestrador DURANTE O SINISTRO, como tinha algum tipo de poder e influência que lhe concedia a “liberdade” de se negar a fazer a transmissão ao vivo – partindo do pressuposto que ela não é um “peão sem vez” dentro daquela redação. Ela poderia ter alegado simplesmente bom-senso, afinal de fato o menino estava armado e ameaçava matar a refém e ela, como responsável pela entrevista, poderia ter complicações jurÃdicas caso fosse interpretado pela polÃcia que a transmissão afetou o desfecho do caso e contribuiu para a tragédia.
Ela não o fez. E, agora, fico feliz ao ler o seguinte parágrafo escrito por FabÃola Reipert na Folha Online: “Sonia Abrão falou ao vivo com o seqüestrador e com a adolescente. O Ministério Público Federal pediu indenização de R$ 1,5 milhão (o dinheiro vai para projetos de direitos humanos) pelo fato de a imagem da menor, Eloá, ter sido usada sem autorização judicial. Além disso, segundo o MP, Sonia interferiu na atividade policial, colocando a vida da adolescente e dos envolvidos na operação em risco. A Rede TV! diz que não foi notificada e que se sente censurada.”
A última frase do parágrafo me faz morrer de rir. Censurada? Ai, se hipocrisia falasse…
Antes de terminar o post, deixo disponÃvel aqui um link de uma matéria na qual Sonia se defende sobre o episódio. Minha parte favorita é: “Em nenhum momento fiz algo que colocasse a situação em risco. Não sou principiante, queria acalmar, dar para ele o que ele queria, que era conversar com o Brasil“, afirmou ela”.
Talvez a polÃcia civil devesse procurar os serviços dela para atualizar o treinamento dos policiais da Delegacia Anti-Seqüestro, não?!?! Vai aà uma dica de nome para o workshop da Sonia: “Conversando com o Brasil 1: o seqüestrado em exercÃcio de seu direito de mandar um beijo pra mãe em rede nacional“.
Quero ver ela pagar, real por real, uma indenização bem bonita pros tais “projetos de direitos humanos” nos quais o Ministério Público diz que investirá a grana.
Mônica e Cebolinha se beijam
Da Folha Online: “O último número da série que mostra turma da Mônica –grupo de personagens criados por Mauricio de Sousa– na adolescência chega nesta quinta-feira à s bancas e mostrará o primeiro beijo de Mônica e Cebola.
É o quarto volume da série publicada pela Panini, que teve o primeiro número lançado em agosto. A soma da venda das edições anteriores ultrapassa 500 mil exemplares.
Além de mostrar os personagens mais crescidos, a série também mistura o traço tradicional de Sousa com elementos de mangá.”
Simplesmente imperdÃvel. Agora, cá entre nós, que cara de assustado é essa do Cebolinha?!?!?!?! Parece que viu o chupa-cabra…
É ESSA A MENSAGEM QUE QUEREMOS PASSAR PARA OS NOSSOS MENINOS? “Olha, filhinho, quando uma mulher bonita, bem resolvida, apaixonada e determinada se aproximar carinhosamente para beijá-lo, meu amor, sai de mansinho e desaparece!”. Pô, não dá né! É tão século passado.
Run, Forrest, Run!
Seguinte: parece que DE FATO quem tem conta no Itaú foi agraciado com a compra do Unibanco, já que agora os privilégios dos cinéfilos correntistas da instituição criada pelo Moreira-Salles foram estendidos aos clientes do Itaú. Isto é, todos os correntistas das duas instituições, que agora é uma só, pagam 50% nos cinemas Arteplex, que estão em 4 das maiores capitais do paÃs.
Sei que estou beeeem atrasada nesta notÃcia, que já chega a ter quase 20 dias de vida, no entanto estou feliz e queria compartilhá-la com os que, como eu, andam meio sussas de “notÃcias per se” ultimamente.
Já tinha vislumbrado a possibilidade desta meia-entrada há alguns posts, no dia em que foi anunciada a fusão das empresas, mas confesso que jamais acreditei que pudesse se tornar realidade porque banqueiros definitivamente não são conhecidos pela camaradagem com os correntistas. Mas, enfim, a alegria tomou conta da cinéfila reprimida dentro de mim (os preços exorbitantes a oprimiam cruelmente) e a esperança que 2009 seja um ano melhor já começou a germinar.
Corra, Lola, Corra:
Em São Paulo, Unibanco Arteplex (Shopping Frei Caneca e Shopping Bourbon), Espaço Unibanco (Rua Augusta); no Rio, Unibanco Arteplex (Botafogo); em Porto Alegre, Unibanco Arteplex (Shopping Bourbon Country); em Curitiba, Unibanco Arteplex (Shopping Crystal Plaza).












