Vende-se sonhos

Aperte play e viaje pelo Brasil.
Acima, uma bela ilustração do querido amigo e talentoso artista Noono pra ser acompanhada com a música dos Novos Baianos.
Mundo, essa puríssima droga
Por questões meramente ideológicas, resisti ao máximo citar o novo hit do Carnaval 2009 que provavelmente dará início à belle epoque do “axé evangélico”. No entanto, a canção “Pó pará com o pó” foi maior que minha força de resistência e não pode mais ser tomada como um fenômeno isolado, passível de indiferença. É atemorizante!
Estou oficialmente com medo! Com vocês, logo abaixo, o FIM da picada: Ivete Sangalo e a musa do axé-gospel, Jake…
Personal-favorite verse:
Você tem que tomar
Uma overdose de Jesus
Injetar na veia o sangue
Que correu na cruz
p.s.m.(post-scriptum mordaz): vamos combinar que se não houvesse pó, não existiria cantor de trio elétrico no carnaval de Salvador, né. E nem muitas religiões. Nem governos inteiros. Mãs… Pó pará com o pó, aê! E vamos ficar doidão de Jesus, virar carneirinho, apedrejar gays e acreditar nas próprias desculpas de “porquê sou um miserável que paga o dízimo e tenho convicção FERVOROSA de que os pastores da minha Igreja são ricos porque Deus colocou pacotes de dinheiro em uma Bíblia, porta-CDs e malas que eles coincidentemente portavam“.
El enamorado Fito
foto de Isaías Mattos
Fito Páez é um músico argentino que ficou conhecido no Brasil por compôr algumas músicas que os Paralamas do Sucesso adaptaram para o português, além de diversas parcerias entre a banda e o portenho. Ele é um ícone do rock nacional argento, embora bem menos controverso que os pares Charly García e Andrés Calamaro (o primeiro se jogou na piscina de uma janela do 9º andar após uma aposta com um amigo; o segundo foi julgado por apologia às drogas após escrever os seguintes versos “Voy a salir a caminar solito, sentarme en un parque a fumar un porrito*”. *porro é um baseado)
Fito nunca me chamou muito a atenção, sempre achei ele meio “boludo” com seus típicos cabelos esvoaçantes e sua carinha de vira-lata esfomeado… Até que eu descobri que ele foi casado com a maravilhosa atriz Cecília Roth, uma das primeiras “chica-Almodóvar” dos longínquos anos 80 e protagonista do maravilhoso “Tudo sobre minha mãe” dos 90. Ela também é a atriz principal de um dos meus filmes argentinos favoritos, “Kamchatka“.
Em um documentário na tv a cabo sobre o músico, ela contou como se apaixonou loucamente após escutar pela primeira vez uma de suas canções. Fiquei intrigada e me pus como meta fuçar um pouco a obra do moço. Por coincidência, um querido amigo cubano me presenteou um CD dele chamado “Rodolfo” e pude constatar que a sensibilidade deste homem (heterossexual, diga-se de passagem) de fato faria qualquer mulher se apaixonar.
Esta semana resolvi pegar esse disco para escutar com mais atenção e, embora tenha coisas que não façam minha cabeça (como cantar meio correndo pra letrar se encaixar na melodia), fiquei completamente apaixonada pelas letras do cara. Ele parece despejar amor através das músicas e, inclusive, em uma delas canta que amar é apenas dar e não faz falta receber. Bastante platônico, mas faz sentido no contexto geral da obra que possui faixas claramente dedicadas ao amor que sente por sua ex-mulher, Cecília, como a número sete, “Siempre te voy a amar”.
Para entender do que eu estou falando, escutem a canção abaixo, acompanhando a letra que está logo depois.
La vida es una hoguera
Que quema toda ilusión
La vida también regala
gente divina de corazón
Las cosas siempre suceden
Las más hermosas son sin querer
Qué suerte que hoy la alegría
tiene tu nombre y tu piel
Y alumbrados por estrellas
Bajo un cielo protector
Dormiremos abrazados
Por la luz que da el amor
Al calor que da el amor
La vida me ha dado mucho
Pero también me quitó
La vida es este río
de maravillas y de dolor
Y alumbrados por estrellas
Bajo un cielo protector
Dormiremos abrazados
Con la luz que da el amor
Al calor que da el amor
La vida es una hoguera
Que quema toda ilusión
Se enciende la melodía,
El fuego eterno entre los dos
Esta es la zamba del cielo
que es un regalo del corazón.
The fear
Novo clipe de Lily Allen, do álbum “It’s Not Me, It’s You” que estará nas lojas dia 9 de fevereiro e, na internet, um pouquinho antes.
Saudades demais
Um de meus tangos favoritos num momento de nostalgia portenha. “Juguete Rabioso”, de La Chicana, banda que participa da trilha sonora do filme “Ciudad en Celo“.
Não deixem de apreciar esta canção:
Veterano del insomnio, soy un viejo prematuro.
Se me cansan las palabras, no es una forma de hablar.
Tengo una viola italiana, cuando hay hambre no hay pan duro.
El Mario me la endereza pero se vuelve a doblar.
Para garpar el casorio y el anillo vendí el coche.
Inocente adolescente, rematé mi libertad.
Soy un yonqui de la tele sin volumen a la noche,
como pa no molestarla, aunque ella ya no está.
Loca, no me exilies de tu boca por la culpa que te toca
mencioname una vez más.
Típico de mí, que vivo en pena, se me da una mano buena
y la tengo que arruinar.
Vos te esmeraste conmigo!
A mi vieja le dijiste que me ibas a domar…
Mi revolución era apariencia me perdiste la paciencia
cuando estaba por flaquear.
Fui tu juguete rabioso, fui tu mito encadenado.
Me tomaste de amuleto, un flaco para tu cruz.
Me amigué con tu retrato, cuántas veces lo he besado
Y lo abrazo preocupado cuando se corta la luz.
En mi guitarra atorranta hay un tango agazapado,
percanta que me amuraste no te puedo ni cantar.
No me sale más lirismo, tengo un verso atragantado
donde te mando a la mierda después vuelvo a suplicar.
À todo vapor
“Emilie 1000 volts”, de M.
L’atmosphère électrique
Emilie mille volts milite
Elle prend la vie au sérieux
Même si elle s’en fout
L’amour elle le court-circuite
Emilie mille volts médite
Son sort comme sur un ressort
Même si elle s’en fout
Elle pourrait bouger des foules
Les connards elle se défoule
L’intégrité ça coûte cher
Emilie mille volts préfère
Ça!
Cette énergie excessive
Emilie mille volts l’attise
Elle manque à tellement de nous
Même si elle s’en fout
Não perca seu tempo (e sua grana)
Realmente achei que Steve Carrel e Juliette Binoche poderiam fazer juntos algo diferente, especial, não necessariamente genial, mas interessante. Ele é o GÊNIO que protagoniza “The Office” e ela, oras, é ela. Mãããããs, “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada” (a tradução para “Dan in real life”) é um filme chatíssimo que não vale nem os megabytes gastados para baixá-lo, portanto menos ainda o ingresso do cinema.
Como o filme está estreando no país esta semana, achei melhor avisar…
De qualquer modo, a trilha do filme traz uma música lindinha que pode ser escutada logo abaixo. Chama-se “My hands are shaking“, do norueguês Sondre Lerche.
Discotexxx com Renats
Pra quem ficou em Sampa no feriadão, sugiro o Astronete este sábado. Quem comanda as pick-ups é a amiga, DJ, designer, artista e musa do flyer, a Renats.
Nos vemos lá!
Enquanto isso, escuta esta bela, divertida e excitante música do M, “Manque du Q” (algo como falta de sorte em francês).










