19
Nov
2008

BARULHO.ORG

 

No último domingo, dia 16, participei de um evento na Casa das Caldeiras promovido por um coletivo de artistas das mais diversas áreas reunidos em um grupo chamado BARULHO.ORG. Foi incrível, desde a locação às diversas performances de música, dança-teatro, graffiti e diversas outras intervenções que nem saberia nombrar. Uma galera jovem, talentosíssima, disposta a democratizar a arte, indagar, surpreender, divertir, criar e, sobretudo, compartilhar.

 Abaixo, divido com vocês algumas imagens registradas com uma pobre câmera de celular durante as 16 e 20h do último domingo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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18
out
2008

Inspirando Amy

Da Folha Online: “O artista plástico inglês Gerald Laing usou fotos da cantora Amy Winehouse publicada em tablóides britânicos e transformou as imagens em obras inspiradas na pop art.

Os quadros fazem parte da mostra “New Paintings for Modern Times” (novas pinturas para tempos modernos, em tradução livre), que estréia nesta sexta-feira na galeria ocontemporary, em Londres.

Laing já havia usado imagens de outras celebridades como inspiração para sua obra. Ele conta que sua primeira musa foi Brigitte Bardot, em 1963, e depois a atriz Anna Karina.

“Não há a menor dúvida de que Amy Winehouse se tornou minha mais nova musa”, disse o artista.
Laing explica que seu fascínio pela cantora vai além da forte imagem visual que Amy possui. O que me interessa é a combinação do maravilhoso poder gráfico da imagem de Amy e os eventos extraordinários e quase míticos de sua vida”, afirma o artista.

Para produzir as obras, Laing usou imagens conhecidas da cantora, publicadas diversas vezes em jornais e revistas. Uma das fotos, por exemplo, mostra a cantora abraçada com a mãe no dia em que ganhou cinco Grammy Awards, em fevereiro. Outras imagens mostram Amy em sua casa, passando aspirador e ao lado do marido, Blake Fielder-Civil.

A exposição “New Paintings for Modern Times”, de Gerald Laing, que traz ainda quadros inspirados em fotos da modelo Kate Moss e da cantora Victoria Beckham, fica em cartaz até o dia 15 de novembro na galeria ocontemporary, em Londres.

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17
out
2008

walking contradition

Do astrocentro.com: “Tu horóscopo

Del 17 de Octubre de 2008

Recompénsate por todas las cosas maravillosas que has estado haciendo por ti y los demás. Mereces ser tratada como una reina: asegúrate de tratarte como tal. Muchas veces te vuelves tan crítica de las cosas que haces que terminas castigándote sin necesidad. Agasájate por ser buena persona en vez de criticarte por ser mala. Sin embargo, en todo momento recuerda que eres perfecta tal como eres. ”

Astrologia é ciência???

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16
out
2008

Reciclando sem reciclar

A designer Laura Cahill criou uma série de objetos feitos inteiramente com livros usados. Além de muito bonito, o resultado é bastante útil já que a idéia surgiu após a artista conduzir uma pesquisa sobre os objetos mais desprezados pelas pessoas. E, não tão surpreendentemente, Laura descobriu que são os livros.

Ela então ficou sabendo que a cola utilizada nesses objetos faz com que seja muito difícil a reciclagem, portanto decidiu dar um destino mais nobre àqueles velhos e bons livros jogados na estante, num canto qualquer ou mesmo no lixo.

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16
set
2008

Pseudo-Rebeldia criminosa

Quem mora em São Paulo deve ter ouvido falar ou lido em algum lugar sobre um babaca que, como “trabalho de conclusão de curso”, chamou 40 amigos e juntos picharam a faculdade Belas Artes inteira, por dentro e por fora. Fachada, salas de aula, corredores, escadarias, onde tinha um espaço “em branco”, eles não hesitaram em preencher com pixação. Repito, pichação. Nada de grafite como vocês podem observar clicando aqui e aqui.

O nome do pateta é Rafael Guedes Augustaitiz e, segundo matérias publicadas na época (junho de 2008), cursou durante 4 anos o curso de “Artes Visuais” como bolsista. Não consegui descobrir de quanto exatamente era a bolsa que ele recebia, mas de qualquer maneira a escola apostava no potencial dele e por isso decidiu custear seus estudos em parte ou, talvez, até completamente. Ele afirmou que o que fez não passou de “ação performática e de protesto para discutir os limites e o conceito da arte”… Essa frase me parece tão hipócrita que me custa desconstruí-la dada ao sentimento de indignação que me toma cada vez que a leio. Mas voltarei a ela em breve.

Rafael, obviamente, foi expulso da Belas Artes e não obteve seu título universitário. No dia seguinte à ação dos vândalos (não existe melhor palavra para descrevê-los, já que além de terem destruído um centro educacional, estavam encapuzados – o anonimato é o refúgio do covarde), a direção da faculdade cobriu as pichações com tinta e reconstituiu seu ambiente original. O mentecapto, descontente, ainda reclamou e em entrevista a um jornalista da Folha afirmou: “o impulso e a cegueira fizeram com que apagassem a minha obra. Quem vai me indenizar?”

Parece brincadeira, mas não é. Tanto não é, que o retardado mental voltou a brincar de “artista de rua/vanguardista radical” e chamou uma galera para, desta vez, vandalizar a galeria Choque Cultural, neste blog mencionada não há muito tempo. Semana passada, Rafael PixoBomb (seu “nome de guerra”) chamou 30 amiguinhos para invadir a Choque e pichar todas as paredes e obras de arte ali expostas. Vale à pena lembrar que as paredes de lá também fazem parte das exposições, já que os artistas continuam as obras nelas, transpassando os limites da tela, moldura ou papel ali exibido. A própria fachada da galeria muda constantemente, já que diversos artistas plásticos são chamados para preenchê-las.

Parece que esses ignorantes fazem parte de um “movimento” chamado “PiXação: Arte Ataque Protesto”, cujo manifesto (se é que há) eu não consegui encontrar em nenhum lugar. Mas eles se comunicam, entre outras formas, por e-mail e foi através de uma mensagem eletrônica que teve início a palhaçada. Uma das partes do texto dizia o seguinte: “Evadiremos com nossa arte protesto uma “bosta” de galeria de arte que segundo sua ideologia abriga artista do movimento underground. Então é tudo nosso [sic]“.

Acredito ser evidente, ouso dizer que é até explícito que qualquer tipo de protesto que faz uso de violência perde automaticamente a essência e o valor daquilo que propõe discutir e, finalmente, se transforma exatamente naquilo que critica. Ora, foi o próprio Rafael que disse que sua ação na Belas Artes visava discutir os limites e o conceito da arte. Invadir uma galeria e pichar obras de outros artistas para afirmar que elas não têm o valor que os próprios artistas, os donos da galeria, o público que admira e os que as compram supostamente lhe agregam é arte? Ou propõe alguma discussão sobre o limite da arte?

O artista de rua, underground como a galeria e os próprios pichadores do “movimento” rotularam, não tem direito de se expor em uma galeria? Ou de viver de seu trabalho com o lucro da venda das telas e ilustrações? Quem são eles para decidir quem pode ou não pode, quem deve ou não deve fazer determinada coisa?

É realmente patética a atitude desses moleques que se escondem atrás de um discurso pobre e encoberto por um radicalismo hipócrita e infantil, que obviamente não se sustenta e se contradiz. O que eles queriam? Protestar contra a “comercialização, institucionalização e domesticação da cultura de rua”. O que eles conseguiram? Provocar o efeito contrário à intenção inicial. Como? Lendo comentários de blogueiros sobre o caso da Choque, me deparei com um que me causou muita graça e explica exatamente a saída do projétil pela culatra: as obras que lá estavam expostas e foram pichadas terão o “valor do protesto” agregado aos preços e ficarão mais caras. Se isso acontecerá ou não só o tempo dirá, mas é inegável que essa possibilidade existe e que os “rebeldes” acabaram atirando spray contra os próprios olhos simplesmente por deixar esta imensa e vulnerável brecha em seu “protesto”.

Porque, no final das contas, quem ri por último ri melhor e a polícia já está na cola dos “vanguardistas”. E os “diabólicos”, “corrompidos” e “corrompedores” donos da galeria poderão, quem sabe, ganhar muito dinheiro em cima da tentativa patética e desesperada dessa molecada de aparecer, virar notícia e cair na boca do povo. E, a bem da verdade, torço para que se entupam de grana às custas do “PiXação: Arte Ataque Protesto”.

Ps: uma última observação só pra ilustrar a incongruência do “movimento”. Logo após ser expulso da faculdade, um abaixo-assinado circulou pela cidade pedindo que a direção revisse a decisão e avaliasse o “TCC” do Rafael. Além de alunos, artistas também deixaram lá suas assinatura e entre eles estavam os conhecidos irmãos Otavio e Gustavo Pandolfo, Osgemeos, que começaram pintando nas ruas e ganharam fama internacional. No meio underground, eles sofrem críticas ferrenhas por terem aceitado criar trabalhos especiais para empresas, entre elas a mega-corporação norte-americana Nike. Se Rafael PixoBomb repudia a comercialização e domesticação da arte de rua, por que lhe interessou ser apoiado por tais artistas?

Valeu Dri.

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25
jul
2008

Banksy Uncovered

Uma reportagem do jornal inglês Mail on Sunday afirma que Robin Gunningham é o verdadeiro nome do artista mundialmente conhecido por Banksy, sobre quem escrevi um post logo nos primeiros dias de vida deste blog.

Supostamente a foto que mostra o rosto de Banksy foi tirada na Jamaica em 2004 e seria a única imagem que poderia confirmar a identidade do homem. However, a reportagem correu atrás da família do tal Robin, colegas dos tempos de escola, curadores, agentes, todo mundo negou.

A matéria foca no mistério da desaparição do Robin, que mudou pra Londres em 2000 e foi morar em Hackney, onde e quando inúmeras obras do Banksy começaram a pulular.

Segundo o jornalista James Tapper, que “desvendou” o mistério, a obra reproduzida na foto ao lado seria um auto-retrato.

É um chute mais do que qualquer outra coisa, mesmo porque a imprensa britânica (não conheço esse jornal particularmente) não tem muito escrúpulo quando surge a oportunidade de um “furo”. E, nos dias de hoje, um artista manter-se completamente anônimo não apenas parece algo quase impossível, mas é um insulto à indústria cultural.

Eu, particularmente, acho o máximo o fato dele se manter no anonimato, por mais que alguns mais céticos possam afirmar que essa atitude não passa de uma estratégia de marketing. E, mesmo que seja isso, não consigo enxergar como um empecilho para apreciar o trabalho dele ou algo que diminua sua importância.

Na verdade, não faz diferença conhecer a cara do cara, mas se a curiosidade é forte em relação às especulações do jornal britânico, clica aqui.

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21
jul
2008

Choque Cultural

A Galeria Choque Cultural é um dos lugares mais legais de São Paulo. Incrustada no âmago do quarteirão onde nasci e vivo até hoje, está a uma quadra da Benedito Calixto, meia da Teodoro Sampaio, uns 500 metros do Beco do Graffitti, exatamente na confluência da arte contemporânea com a música e a arte de rua.

Sediada em uma daquelas lindas casinhas curtas e cumpridas da Rua João Moura, a fachada continuamente se transforma em tela em branco na qual artistas convidados despejam sua criatividade (dois exemplos na montagem acima). No meio de prédios residenciais e casas antigas, a galeria salta aos olhos imediatamente num desbunde de cores e formas.

Foto da entrada de lost.art

Por três andares, quartos e salas, alguns dos artistas brasileiros de maior expressão da cena brasileira (Speto, Titi Freak, Carlos Dias…) já passaram por lá e prepararam pessoalmente suas exposições, muitas vezes estendendo o quadro além dos limites da tela, subindo pelas paredes como plantas trepadeiras. Também vêm à ilustre galeria de Pinheiros obras de artistas consagrados internacionalmente, como os que estão expostos lá agora representando a pop art: John Simpson e Geral Laing.

Desde 2004, a Choque Cultural também comercializa diversos pôsteres e ilustrações acessíveis a pessoas menos abastadas, porém com refinado olfato cultural. Existem telas incríveis a partir de 90 reais para enfeitar paredes à toa e, quem sabe, até iniciar um acervo que um dia poderá valer centenas de vezes mais.

O melhor de tudo: a entrada é sempre grátis!

Vai lá com tempo pra fuçar em tudo:
Onde: Rua João Moura, 997, Pinheiros, São Paulo, tel.: 3061-4051
Quando: segunda a sábado, das 12h às 19h.

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16
jul
2008

Cores, Cores e Cifrões

Takashi Murakami é um artista pop japonês bastante hypado nos Estados Unidos, onde até a semana passada estava presente em uma mega-exposição no Brooklin Museum.

Em resenhas e reportagens, é comum ler que ele é discípulo de Andy Warhol, já que se apropria de temas da cultura de massa para ilustrar seus quadros, painéis e esculturas. Eu não iria tão longe e diria que ele é uma espécie de Romero Britto japonês (embora mais interessante), pois desenvolve muitos trabalhos essencialmente comerciais (bugiganga mesmo), já estampou bolsas Louis Vuitton (aquelas de fundo branco com as letrinhas colorida, lembram?) e ilustrou a capa do CD “Graduation” do Kanye West.

De qualquer maneira, o trabalho de Murakami é esteticamente interessante, as cores e os personagens que lembram os animés são meio psidodélicos, mesclam o encantador e o assustador e criam uma atmosfera onírica.

Abaixo, mais algumas amostras grátis.

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30
jun
2008

O fazedor de vasos

Passeando pelo StumbleUpon, encontrei este vídeo incrível sobre um artista grego, Nikos Ploumakis, que faz objetos de cerâmica com uma habilidade sensacional.
Neste vídeo, ele cria um vaso maravilhoso a partir de uma massa disforme de argila em menos de 2 minutos. Não entendo nada sobre esse tipo de arte, mas fiquei muito impressionada.

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22
jun
2008

Arte eco-friendly

O artista Jean-Luc Cornec encontrou uma maneira curiosa de reciclar velhos aparelhos de telefone. O trabaho se chama Ovelhas-Telefone e está exposto no Museu de Comunicação de Frankfurt.

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